VOCÊ REALMENTE AMA A DANÇA?
(Por Kauane Linassi Leite)
Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende apenas de fazer uma atividade física semanal. Você só percebe que realmente ama a dança, quando seus parceiros pulam fora e você ainda persiste. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a empolgação não depende de viagens, festivais e festas.
Você só perce
be que realmente ama a dança, quando se conforma em estudar outros estilos que podem ajudar no seu desempenho. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a fome por ler e conhecer a verdade desta manifestação artística sai pelos poros. Você só percebe que realmente ama a dança, quando aprende a conviver constantemente com dores, em todos os sentidos. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não precisa da música como metaliguagem.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando não se limita a apenas reproduzir. Você só percebe que realmente ama a dança, quando é capaz de se distanciar (e escrevo isso com lágrimas nos olhos) de uma vida estavelmente feliz, para buscar qualificação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando descobre a coragem dentro de si mesmo, quando combate qualquer preconceito, quando tem sempre uma lágrima por vir.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando ama a arte em si, sua poesia, sua força, seu poder crítico e de transformação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando exercita a repetição sem perder a essência. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende de nada para gostar dela, a não ser do próprio corpo mexendo, fazendo menção a tudo que se quer falar.
Cantando em outras línguas, viajando infinitos, descobrindo nações. É o corpo. É o próprio corpo. Ele mesmo, que é formado por ciência e sensação. É completo, misterioso, poético, mortal. É cotidiano e magia ao mesmo tempo.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando esse corpo fala por si só e aquela sensação indescritível de vê-lo gritando alimenta tudo que a alma pode suportar. Alimenta, mas não fomenta. Só da mais fome. Mais fome e mais fome. Fome de mais. Fome demais. O corpo que diz, fala, responde, questiona, sente. Sente. Sente de novo e quantas vezes precisar. Agora, sente e pense: você realmente ama a dança?
Fonte: http://noticias.dancecast.com.br/2010/11/voce-realmente-ama-danca.html
Danças Urbanas: Let the battle begin
Por Suzana Amaral
Let the battle begin! A frase mais conhecida pelos praticantes de Danças Urbanas serve como gatilho para o assunto desse texto.
Quando voltamos no tempo, percebemos que todos dividiam a mesma roda, o que importava era a diversão. As Danças Urbanas nasceram nas festas, onde não há separação ou regras. Em batalhas que rolavam nas festas, não haviam nem jurados, nem troféus, era dança contra dança, cada dançarino sabia reconhecer quem ganhou e quem perdeu.
Qual é o seu estilo? O que você dança? Em quais rodas você dança?
Eis a situação, diversas rodas de Danças Urbanas em um evento, cada uma com um estilo próprio de dançar, vestir, falar e agir. O que antes era diversão, agora é divisão.
- Alguns bboys não se misturam com freestylers porque acham que os “playboys” do Freestyle Hip Hop Dance se preocupam mais com as roupas do que com a dança, pois aprenderam a dançar em estúdios.
- Lockers & poppers versus bboys: Quem começou primeiro? Qual é a dança urbana original?
- Qual a dança mais técnica?
- Dançarinos de improviso versus Dançarinos de coreografia.
E continua...
O fato é que os estilos de Danças Urbanas estão tão separados quanto os de Ballet. Uma batalha desnecessária de quem acredita acrescentar mais a cultura. A grande verdade é que fazemos parte da mesma cultura, a URBANA, e em prol dela que deveríamos trocar informações e nos divertir, ao invés de dividir.
Por Suzana Amaral
@suzana_amaral
"Para os que dançam pelo prazer e não pela aparência"
Por Tatiane Melo - Equipe Interacto
O que eu preciso para aprender a dançar? Um bom sapato, uma roupa legal, e acima de tudo... Confiança em si mesmo!
Sim, é isso mesmo! Com o pouco tempo que tenho envolvida com o mundo da dança, pude aprender muitas coisas e a mais importante delas sem dúvida é acreditar em você! Aprender a dançar bem, é um processo tão complexo e intrigante quanto viver! Por isso, quando entramos numa sala de aula com o intuito de aprender a dançar, percebemos muitas vezes que possuímos uma noção errada do que é dançar bem, gerada pelo senso comum. É mais difícil do que pensamos e muito mais prazeroso quando aprendemos de verdade.
Por isso, acreditar em si mesmo, ter paciência e se permitir errar são fatores fundamentais no processo de aprendizado e muitos desistem precocemente, pois não é simples treinar tais habilidades. O que é uma pena, pois somente o fato de procurar uma escola e tomar a iniciativa já é de muito valor, sobretudo para aqueles que para isso, tiveram que vencer a timidez, a baixa auto-estima, o receio de não corresponder às suas expectativas e também às dos outros.
Mas se você se permite, e com persistência continua, sem se comparar com os alunos que tem mais ou menos facilidade, é como mágica, quando você menos espera vem a compensação, você consegue enfim fazer algum movimento que não conseguia na aula passada e isso é muito bom. Porém, só tem este prazer quem persiste, quem tem coragem de errar e se expor não correspondendo muitas vezes aos padrões estabelecidos, mas ainda assim com uma evolução incrível! Sem contar a atividade física, o bem estar, a música, um sorriso, a interação social, dançar é maravilhoso!
Realmente a dança é como a vida, temos dias bons e dias nem tão bons assim, em que não nos tiram pra dançar, que não nos sentimos interessantes e dias em que aquela dama ou cavalheiro que esperamos o baile todo nos tiram para dançar, e isso nos enche de entusiasmo outra vez. E nem por isso, nos dias ruins desistimos da vida, certo? Lutamos e mesmo que todos nos rejeitem, que a vida nos feche portas, persistimos, e cedo ou tarde encontramos compensações. E a dança com certeza nos fornece elementos para encontrar satisfação, nela como atividade em si e na vida, nos ensinando sobre como olhar a nós mesmos, como olhar o outro, nos ensinando a ter disciplina, paciência, concentração, disposição, alegria, romantismo, amor próprio, tudo em uma única atividade, temperando nossa vida com muito mais sabor, música e aprendizado constante!”
HIP HOP ALÉM DA CULTURA
Por Octávio Nassur
O Hip Hop, como movimento cultural, surgiu na década de 70 nos Estados Unidos e principalmente pela força da música, expandiu-se rapidamente por todo o mundo. Como consequência dessa velocidade, a movimentação para dançar este novo ritmo ganhou uma grande carona e junto com ela algumas adaptações. Também pudera, culturas e corpos diferentes podem e precisam responder de formas diferentes. Cito inclusive uma declaração de Duda Mendonça que disse: "Comunicação não é o que queremos dizer, mas o que os outros entendem."
E assim a leitura sobre essa cultura americana então se tornou uma nova possibilidade artística de expressão. Os estabelecimentos, sentindo essa crescente massa de pessoas adeptas a esse estilo de dança, tratou de contratar professores que pudessem então responder por essa nova febre aqui no Brasil, academicamente, por volta dos anos 90.
Os anos se passaram e as informações sobre esse novo estilo foram facilitadas, assim como interesse e intercâmbio entre profissionais. As técnicas apuradas e os corpos anteriormente despreparados agora já compreendem melhor as dinâmicas e variações musicais propostas por esse ritmo. Festas, baladas, rádios... uma onda que tornou um estilo musical em conceito de vida... atitude, e anexo, um grande apelo comercial como roupas, tênis, revistas, programas de TV, acessórios, e porque não, aulas em academias.
As pessoas procuram novidades, as pessoas procuram bem estar, as pessoas procuram se sentir bem. SENSAÇÃO... esse é o novo produto que encontramos nas academias e studios de dança. Tentem não ler aula de: Street Dance, Vídeo dance, Free Style, Hip Hop e todos os outros nomes que pela história e interesse de alguns poucos foram vinculados com preconceitos antigos. A partir de hoje leremos aula de Sensação. Esse sim é o produto que queremos ter consumido ao final de uma aula... o BEM ESTAR, palavra que vai muito além de passos, músculos e sequências.
Queremos ter a mente descansada de todos os outros problemas que diariamente temos que vencer em batalhas deveras mais desgastantes. Aula de Hip Hop será seu descanso, mesmo que através de muito suor, aula de Hip Hop será seu ponto de paz e tranquilidade mesmo que sob muita música, aula de Hip Hop será seu conforto porque é neste momento que você tem a certeza que realmente está fazendo algo por você. E se mesmo assim tiver dúvida se é isso que você está procurando, aposte no seu paladar.
Se possibilite experimentar, saboreie a sensação de uma aula de Hip Hop e quando chegar em casa fale baixinho só para você...
EU FIZ A AULA INTEIRA! EU CONSEGUI!
Nada é mais verdadeiro que uma conquista silenciosa. Nada é mais sincero que fazer por você.
PRECONCEITO NA ARTE
Por Rodrigo Pires (Comrua – Niterói-RJ) – 09/02/12
Preconceito na arte existe? Infelizmente sim meus caros...
Apesar de ser uma ideologia tão ancestral, a prática desse mal continua presente na arte sim!
Eu particularmente odeio quando as pessoas fazem isso, mas desejo compartilhar com meus amigos profissionais da dança, a minha decepcionante e amarga experiência de hoje...
Para quem não sabe sou coreógrafo da Comrua - Companhia de Dança de Rua de Niterói, que representa a cidade de Niterói-RJ a treze anos no meio cultural e hoje fui convocado a comparecer a uma reunião na Fundação Arte Niterói juntamente com as representantes das escolas de dança da cidade.
Fomos todos muito bem recebidos pelo Presidente e Superintendente da fundação e o tema foi sobre mudanças na gestão da cultura. Beleza! (pensei) vamos ajudar a cidade a produzir cultura juntos, vamos somar!
No meio de um grande debate me surpreendi com uma proprietária de uma escola que levantou a seguinte questão: -"Então quer dizer que a dança de rua vai substituir o ballet?", seguida por comentários preconceituosos e ultrapassados da mais antiga representante da dança na cidade: -"A dança de rua nunca poderá substituir o ballet, pq um bailarino de ballet precisa de anos para adquirir a técnica e de dança de rua precisa de semanas"
OPA, OPA, OPA! Pausa aí!!
Eu pensei que a proposta era para alterar os moldes como a dança na cidade é tratada, afinal parafraseando o meu amigo Bruno: "Ilude-se apenas quem quer. A Companhia de Ballet é o maior, o único, mais duradouro e exclusivo investimento público já feito na dança de Niterói até hoje." A proposta da fundação é que as escolas de dança e as companhias independentes da cidade participem da criação de um novo formato de gestão da cultura.
Agora me desculpem o termo mas...
De onde tiraram a droga dessa ideia que nós das danças urbanas queremos tirar o lugar de alguém?
Ninguém falou isso!!!! As pessoas pensam, sonham, julgam e saem por aí falando besteiras! PRÉ-CONCEITO!
De onde tiraram essa droga de preconceito que dançarino urbano é feito em semanas?
Se é assim, estou praticando outra modalidade, porque na minha linguagem conhecida até então como danças urbanas, todos dançarinos necessitam de anos de estudos, aulas, ensaios, intercâmbios e constantes atualizações para serem considerados bons dançarinos, ou seja minha cara preconceituosa, nem maior, nem pior, temos apenas a linguagem diferente do Ballet. Admiro e respeito a sua história e a sua linguagem, mas para falar da minha precisa ter alguma fundamentação e nas danças urbanas a sra. não demonstrou conhecimento algum.
Antes que venham com mil pedras nas mãos, não tenho nada a declarar sobre o impasse entre prefeitura e a companhia de ballet, espero apenas que tudo dê certo...
É minha gente, vocês podem falar que não tem preconceitos, mas para tal afirmação precisam conhecer mais de vocês mesmos antes de julgar os outros.
Não importa qual o tipo de preconceito, é ruim, é do mal e sou totalmente contra, a dança é mais do que isso! Dance para se expressar e não para tentar ser melhor que outrem!
Fiquem com Deus, pensem positivo e não esqueçam de praticar o bem!
Qualidade no
ensino da dança Hip Hop
Por Rodrigo Pires
(Comrua – Niterói-RJ) 08/02/12
Esse texto é
destinado aos "professores" e aos alunos de Hip Hop... O que
aconteceu com a qualidade no ensino da dança Hip Hop? Pra onde ela foi? Em
algum momento ela já existiu? Me lembro quando meu primo tentava grafitar
desenhando um produto finalizado, e eu dizia a ele que ele tinha que aprender a
construção das letras primeiro, e trabalhar a partir daí. Eu vi muitas
aulas desse tipo, tanto na comunidade quanto na perspectiva "coreográfica
comercial" e penso que eles estão tentando dar a você um produto
finalizado sem ensino, sem construir ou desenvolver uma estrutura sólida de
expressão corporal, musicalidade real, valores estéticos, identidade cultural,
significado espiritual, sem conexão emotiva, sem vocabulário... Mas, Wow!
"Aquela coreografia que fizemos foi tão legal!" Triste... E o pior é
que você aceita isso.
Deixe-me dizer isso aos "professores" em nome
dos alunos que realmente desejam aprender... No caso de você estar se
perguntando, eu vim aqui hoje para aprender uma forma particular de dança, para
aprender sobre o uso do corpo e não para fazer formas e manter posições. Vim
desenvolver meu ouvido corpóreo em relação com a música. Vim compreender uma
comunidade e uma perspectiva cultural nas práticas de danças urbanas. Não vim
assistir você flertar com a garota na primeira fila. Não paguei U$12,00 para você
organizar seu show particular. Talvez você não tenha tido atenção suficiente
quando era jovem ou talvez você tenha tido demais... Mas eu não vim aqui para
assistir seu prazer exibicionista de magnanimidade auto-indulgente.
Não vim
para você me ignorar, nem para ser usado como boneco para você testar sua nova
coreografia para a nova música que você ouviu. Não, não vim dançar sua
expressão, vim buscar informação para me ajudar a achar minha própria voz. Vim
para entender a dança e não para simplesmente imitar o movimento da dança. E
não, não concordo com você fazer um video de sua própria coreografia e postar
no YouTube na tentativa de conseguir mais trabalho aos custos do meu "não
aprendizado". Não vim aqui preencher sua agenda pessoal. Vim, e paguei
para ser educado. Não me importa se você é popular ou mesmo um grande
dançarino, pois isso não o qualifica a ser um bom ou ótimo professor. Não me
importa se você esteve na televisão, isso não o qualifica a ensinar dança. Não
me importa que você ganhou uma batalha, isso não o qualifica a ensinar dança.
Não me importa se o seu clip no YouTube tem 1.000.000 de acessos, não me
importa se você tem um show brilhante, ou que você esteve em turnê com um
artista pop.
Mesmo isso tudo sendo legal, ainda assim não lhe qualificam a
ensinar dança. E não me importa qual música você vai tocar na aula de hoje... o
que isso tem a ver com sua habilidade de ensinar dança? Seu poder de marketing
deveria vir da alta qualidade de ensino que você fornece, junto a sua
habilidade de dançar e explicar movimentos, o uso do corpo, etc...
E não me
diga que o post da musica é como você faz as pessoas virem à sua aula. Soa como
um truque de marketing. Se você tem que enganar as pessoas para que venham,
você não deveria estar ensinando. As vezes crianças são enganadas com doces e
brinquedos por bom comportamento. Triste, mas é verdade. Então você engana seus
alunos com uma música? Eles recebem música, coreografia, mas não educação.
Dá
pra entender porquê as pessoas são ótimas mímicas de dança, repetidoras de
coreografia, mas ainda assim não conseguem dançar! Você está apenas os dando o
"doce da dança". Os sorrisos estão brilhantes, os calcanhares estão
altos e as câmeras estão prontas, mas os pés e as habilidades para dançar de
dentro pra fora estão podres até as raízes. Há algum doutor da dança por perto?
Precisamos remover o tumor da lavagem cerebral que "professores" e o
consumismo plantou nas mentes dos jovens dançarinos. Conclusão: Acordem!
Eu
entendo que existem muitos motivos para estudar dança. Talvez este seja o
problema, você não está "estudando dança", está apenas "fazendo
aulas de dança". Talvez você só esteja querendo suar, se for o caso, tenha
um bom exercício. Talvez você só queira levantar seu espírito, Talvez você só
esteja querendo se livrar do stress do seu dia ou sua semana. Talvez você
somente queira melhorar sua habilidade de aprender coreografia, e se este for o
caso, faça aulas de diferentes instrutores em diferentes formas. Fazer a mesma
aula da mesma pessoa só vai lhe tornar melhor em dançar as coreografias desta
pessoa.
Talvez você só queira se divertir, e se for este o caso, lhe desejo
muita diversão. Talvez você faça esta aula porque você acha que o instrutor é
um bom dançarino, o que não vai tornar você um bom dançarino, mas aproveite.
Tudo que posso dizer é, você está pagando por isso, portanto, saiba porquê você
está fazendo aula, o que você quer ganhar com a aula, saiba quais objetivos
você quer atingir e "PELO AMOR DA DANÇA", saiba a diferença entre
aprender a dançar e repetir uma coreografia.
Se você leu isso e pensou,
"ele não está falando comigo..." eu provavelmente estou sim. Eu tinha
você em mente quando pensei e escrevi isso. Por favor, pare de degradar o
título de professor de dança sugerindo que é fácil ou que se eles podem
acompanhar uma coreografia, eles estão aprendendo a dançar. E parem de dizer
que dançarinos de outros países não sabem dançar. Eles têm suas próprias danças
folclóricas, claro que eles sabem dançar. Eles só não usam seus corpos da mesma
maneira que nós, mas eles sabem dançar sim. Talvez seja você que não saiba
ensinar. (Moncell "Ill Kosby" Durden) Créditos: Henrique Bianchinni
"Nao há muito o que falar, mas tenho um ponto serio... Enquanto as pessoas da comunidade nacional das Danças Urbanas nao entenderem que a transformaçao está em NÓS - em cada um - sempre ficaremos nos lamentando... É muito facil dizer que TUUUUUUUUUUUDO acontece no eixo Rio/São Paulo, sendo que na verdade, eu e alguns FIZEMOS ACONTECER. Tem que se articular... Se você mora em "Tremembé do Jeca", voce tem que se articular com organizações/secretarias/empresas privadas para levar D-Efeitos, Discipulos do Ritmo ou quem quer que voce ache importante para sua cidade/comunidade... Toda transformação que fizemos em São Paulo, não foi por que é SÃO PAULO... ...e sim porque é a cidade que eu vivo! Mesmo nos tempos de Andradina (minha cidade natal), eu fiz acontecer coisas lá, nos anos 80... Então, nao esperem os "patrocinadores", "empresários" descobrirem os artistas das Danças Urbanas... Você... Sim, VOCÊ, na sua pequena cidade, tem o dever de ser o transformador! Criar jams, criar encontros, promover cursos, levar artistas e intercâmbio... ... e acredite, com isso você ainda pode ganhar seu dinheiro... Já que vivemos num mundo capitalista."
Mundinho
Por Phriscila Natacha
Acho incrível como alguns amantes amadores das danças urbanas conseguem cumprir tão pouco seu papel enquanto produtores de arte na sociedade. Mesmo que a dança possa significar diversas outras coisas, não deixa de ser ARTE!
Infelizmente a maioria se restringe a fazer o mais fácil, a ir pelo caminho mais curto pra conquistar o sucesso. Como? Subestimando suas capacidades, limitando sua criatividade ou não se dedicando o suficiente para cumprir a tarefa que se propõe a fazer. Aí se deixam enganar “pegando” o estilo, o espírito, as características e as ideias de outros grupos porque são legais; e o pior: se acostumam, se acomodam e assim não evoluem verdadeiramente.
É claro que é sempre válido arriscar, ousar, mudar de vez em quando ou definitivamente, mas se nisso não tiver ORIGINALIDADE, esqueçam! Ser original é criar! Dá trabalho mesmo; num dia você gosta, no outro não, mas é assim que se compõe a verdadeira arte da dança.
Vá a luta, todos podem mais do que acham que podem! Pois enquanto houver comodismo permanecerá na mesmice!
Phriscila Natacha – Diretora Artística/Coreógrafa – INOVAÇÃO DANÇAS URBANAS
Dança e Criatividade
Por Phriscila Natacha
Em decorrência de minhas experiências artísticas, principalmente na linguagem da dança, percebo que uma obra de arte hoje é concebida partindo do interesse do artista, das influências provindas do meio em que ele está inserido e da necessidade de se expressar, demonstrar ou alertar seu interlocutor. Contudo, vejo que a arte de hoje utiliza de dados cotidianos para se produzir relações reflexivas entre a obra e o público.
Mesmo tendo em vista os diversos benefícios que a prática da dança proporciona como percepção, memória, concentração, coordenação motora, agilidade, além de possibilitar o convívio social e a melhora da auto-estima, independentemente do estilo de dança, uma outra face torna-se necessária: ver os participantes verdadeiramente atuando como protagonistas de suas experiências criativas.
Porém, muitas vezes, a relação existente entre o professor e o aluno se manifesta com ênfase na atividade do professor como sujeito do processo. Quando o aluno não é estimulado a tornar-se sujeito ativo de seu processo de aprendizagem, resta-lhe apenas um papel passivo diante dos conteúdos e temas das criações que são trazidos pelos professores-coreógrafos. Desta forma, nem sempre o professor torna-se um facilitador da aprendizagem do aluno e pode ainda fazer do clima das aulas algo não emocionalmente positivo e motivador para o desenvolvimento de seus alunos.
Mesmo tendo em vista os diversos benefícios que a prática da dança proporciona como percepção, memória, concentração, coordenação motora, agilidade, além de possibilitar o convívio social e a melhora da auto-estima, independentemente do estilo de dança, uma outra face torna-se necessária: ver os participantes verdadeiramente atuando como protagonistas de suas experiências criativas.
Porém, muitas vezes, a relação existente entre o professor e o aluno se manifesta com ênfase na atividade do professor como sujeito do processo. Quando o aluno não é estimulado a tornar-se sujeito ativo de seu processo de aprendizagem, resta-lhe apenas um papel passivo diante dos conteúdos e temas das criações que são trazidos pelos professores-coreógrafos. Desta forma, nem sempre o professor torna-se um facilitador da aprendizagem do aluno e pode ainda fazer do clima das aulas algo não emocionalmente positivo e motivador para o desenvolvimento de seus alunos.
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Seja na escola, no clube ou na academia, a prática da dança contribui para o enriquecimento da diversidade cultural e artística da cidade. Porém, deve-se lembrar que dança é arte e deve ser desenvolvida de forma que amplie horizontes e forme pensamentos críticos. Para tanto, acredito que se necessita de algo que vai além do trabalho prático, algo que possibilite ao aluno demonstrar o seu potencial criativo, de forma que este passe a se interessar ainda mais pela atividade e reconhecer-se também como agente transmissor de conhecimento, a contextualização.
A inserção de conteúdos provindos do “mundo” do aluno no ensino da dança amplia os conhecimentos destes indivíduos e faz com que estes compreendam a importância desta linguagem para as suas vidas de um modo geral. Portanto não basta que o docente apenas ensine, é necessário que os alunos vivenciem, compreendam e assimilem o conhecimento adquirido e compartilhado com o grupo.
Portanto, considero algumas sugestões ao se estruturar uma proposta pedagógica no ensino da dança: conhecer o contexto dos alunos, assim como respeitar o vocabulário trazido por eles, reconhecer o tempo e os limites corporais de cada um, incentivar a pesquisa de outros temas e a descoberta de novas formas de movimentação, aplicar conteúdos que causem reflexões sobre a vida pessoal e social, e estimular o interesse do aluno em apreciar produções artísticas diversas e, principalmente dar-lhe a oportunidade de demonstrar sua capacidade criadora, inerente a todo ser humano.
Enfim, fazer com que crianças, adolescentes, jovens e adultos tenham a experiência real na construção de um trabalho onde todos os elementos necessários fazem surgir um momento de aprendizado para toda a vida, além de obterem o entendimento do que é criar.
Parte do TCC "Arte e
contemporaneidade: a situação atual do ensino da dança em Barra do Piraí"de Phriscila Natacha - Licenciatura em Arte - UGB - dez. 2010.
Dicas de Street Dance para ganhar força nos Braços
Por Bboy Guil
Street Dance é uma dança de rua que envolve muito os três planos (baixo, médio e alto). Por causa disso, uma das principais dificuldades de quem dança street dance é a falta de força nos braços. Pensando nisso, trouxe alguns exercícios para ajudá-lo a adquirir mais força, para realizar alguns passos de street.
Lembrando que, mesmo que você não dance Break Dance, o Street puxa muito pelos planos médio e baixo, e vai exigir bastante força nos membros superiores e inferiores.
Mas, vamos ao que interessa. Uma série de exercícios, de antemão, preparados para você que deseja adquirir ou aperfeiçoar mais sua força nos braços.
Alongue-se
É fundamental alongar todos os membros, inferiores e superiores.
Flexões
Tipo de exercício que trás força nos braços e resistência física. Famoso “marinheiro”.
Fique de quatro, apoiando o corpo nas mãos com os braços esticados e nos joelhos. Os pés devem estar cruzados. Se você é homem, faça-o com as pernas esticadas, apoiando o copo nos pés e nas mãos.
Flexione os braços devagar, ao máximo que conseguir sem despencar no chão, e erga de volta o corpo, esticando os braços.
Faça o máximo que conseguir, para definir a quantidade a ser feita numa série. Se de início você só consegue fazer cinco, faça três séries de cinco, com intervalos de 1 minuto entre elas. Em uma semana, tente aumentar este número para seis ou oito, e assim por diante.
Rotação com eixo fixo
Fique na posição tradicional de marinheiro (corpo apoiado nas mãos e nos pés, braços e pernas esticados). Tire uma das mãos do chão e estique para cima, deixando o corpo de lado, apoiado apenas em uma das mãos. Caminhe nesta posição, com o eixo fixo do braço (rotacionando em torno desse eixo), como mostra a figura. Faça para os dois lados.
Flexão de lado
Na mesma posição anterior, tente flexionar o braço de base. Apenas faça este exercício se sentir segurança para fazê-lo. Não force seu corpo se não estiver pronto, ou poderá ocasionar lesões graves.
Ponte
Deite-se no chão, de barriga para cima. Dobre os joelhos, fixando a planta dos pés no chão. Aponte os cotovelos para cima, virando as palmas da mão para o chão, ao lado das orelhas. Com estes apoios, erga o tronco do chão, elevando-o ao máximo que conseguir, virando a famosa (ponte). Fique nesta posição por dez segundos e retorne ao chão, lentamente, primeiro a cabeça, tronco e por último, quadris.
Meia-Ponte
Sente-se no chão, com as pernas dobradas, pés fixos no chão. Coloque as mãos para trás, no chão, e erga o tronco, apoiando-se apenas nas mãos e nos pés. Retire do chão o pé direito, esticando-o à frente, e a mão esquerda, esticando-a para cima, ficando apoiado apenas na mão direita e no pé esquerdo. Volte-os ao chão, depois faça com a outra perna e a outra mão.
Publicado por Bboy Guil em 17/04/2011. Arquivado em Dicas de Treino, Street Dance. Disponível em: http://www.dancaderua.net/estilos/street-dance/dicas-de-street-dance-para-ganhar-forca-nos-bracos/#ixzz1QIX5nMQC
Coreografia. Grupo ou Equipe?
Por Roger Dance
Qual comportamento devemos ter perante um trabalho coreográfico para que o espetáculo saia da maneira mais linda e homogênea - de acordo com a idéia que se pretende. Independente do objetivo da coreografia, seja em uma simples apresentação de mostra de dança ou em uma competição de um festival, devemos ter a mesmo responsabilidade. O mesmo espírito de equipe.
A história da humanidade mostra o quanto a força de uma equipe pode mudar o rumo de qualquer coisa a que se propõe - aqui no caso - a Dança.
Coreografia. Grupo ou Equipe?
Lancei esta pergunta por ser bastante pertinente, porque muitos as vezes acham que grupo e equipe tem o mesmo significado - isso não é bem verdade.
Grupo é um conjunto de pessoas que estão juntas por alguma circunstância casual nas intempéries do horizonte da história e do momento histórico da sociedade.
Equipe é um conjunto de pessoas que estão juntas por serem dotadas de talentos que se completam, com uma missão por cumprir, havendo um líder que as inspirem com confiança.
Dedicação
Devemos encarar essa arte com prazer, mais também com carinho e muita dedicação. Dedicação para com todo o conjunto, os Dançarinos(as) da equipe, o(a) Coreógrafo(a), a Coreografia em si e principalmente conosco mesmo.
Isso mesmo, muitos são bastante relapsos consigo, não cuidando bem da sua alimentação, saúde física e mental. Temos que ter um cuidado na relação com o amigo da dança, aquele que acompanha sua carreira lado a lado com você, dançando, conquistando e perdendo as vezes. Juntos vocês passam pelos mesmos momentos na Dança e sofrem a influência dos mesmos sentimentos e frustrações, alegrias e conquistas.
Ser uma equipe é somar os talentos e buscar um objetivo em comum. As vezes passamos mais tempo com nossos amigos da dança do que com nossa família, então precisamos transformar esse tempo em uma coisa prazerosa.
Coreografia
No trabalho coreográfico, quando se tem união da parte de todos, a sintonia e energia transmitida durante uma apresentação é algo muito bom. O espetáculo fica mais gostoso de se dançar e quem esta na platéia sente essa boa energia vinda dos dançarinos(as). Então devemos sempre pensar como uma equipe e não como um grupo. Buscando sempre objetivos que façam todos felizes.
O que é ser coreógrafo?
Por Roger Dance
"Acredito que é muito mais do que montar coreografias. É sim compor verdadeiras sinfonias de dança, memoráveis e de grande importância cultural, histórica e social.
Muitos coreógrafos, acredito que a maioria se fez a partir de excelentes dançarinos. Que por amar a dança, sentiram a necessidade de criar suas próprias obras. A dança para essa profissão é bem mais do que só um complemento, passa pela vontade de se expressar, de uma forma bem mais ampla sua inteligência artística. O coreógrafo não consegue mais só expressar sua arte através de seu próprio corpo. Ele busca em outros talentos, construir uma grande obra. Soma esses talentos - dançarinos(as), e multiplica seu dom. Dividindo a poesia do que é dançar com todos da humanidade.
Esse é realmente um trabalho importante que carrega uma responsabilidade enorme, culturalmente falando. E dele a missão de dar continuidade a dança e cultura de um povo, seus costumes, estilos e modalidades de dança de todo o planeta. Devemos ter grande respeito pelo Coreógrafo no Mundo da Dança, ele simboliza toda a essência da arte de Dançar."




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